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CURLFEST 2017: Festival celebra cabelos crespos e reúne milhares de pessoas em NY

17 julho 2017

Semayat Oliveira

Semayat Oliveira

Jornalista, co-fundadora do "Nós, Mulheres da Periferia", correspondente internacional da Marcha do Orgulho Crespo em Nova York

Festival, que está em sua 4ª edição, é a celebração da identidade negra e dos cabelos crespos.

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O Brooklyn, bairro mais populoso de New York, recebeu no último sábado (15) o CURLFEST, festival que celebra os cabelos crespos. Aliás, a tarde ensolarada no Prospect Park foi além: reuniu diferentes países e culturas em um só lugar, fortaleceu economicamente empreendedoras negras e negros com um mercado aberto e atraiu milhares de pessoas que vibram por uma beleza mais natural e livre. Tudo isso com a liderança de cinco mulheres negras.

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Essa foi a quarta e maior edição do evento até então. O coletivo organizador, Curly Girls, é composto por Charisse Higgins, especialista em relações públicas, Melody Henderson, diretora criativa e artista, Tracey Coleman, consultora de marketing criativo e blogger, Simone Mair, especialista em atendimento ao cliente, e Gia Lowe, produtora e ativista.

“É muito bom estarmos juntas para celebrar nossa beleza, mas principalmente para aprendermos uma com a outra. Por isso criamos esse espaço. Vamos trocar experiências” disse Coleman, uma das fundadoras do coletivo, durante o evento.

Nos penteados, turbantes, tranças e crespos, muita imponência. A cada corpo que dançava ao som do Afrobeat, Salsa e outras latinidades, R&B e Rap, um show. Nas crianças brincando e correndo pela grama, leveza e futuro. “Nigéria, Senegal, Ghana, República Dominicana, Jamaica vocês estão aqui hoje?!”, perguntou Cass Nuamah, personal trainer que atuou como mestre de cerimônia. A resposta foi afirmativa e eufórica. Transbordava conexão entre pessoas que podiam até não se conhecer, mas se reconheciam.

Para Lisa Jean, blogueira, cinco anos atrás não se via tantos cabelos naturais nas ruas de Nova York como hoje. Em sua opinião, esse movimento tem atingido até as gerações mais velhas, ela vê isso acontecer com suas tias e sua mãe. É como se fosse uma rede de influência. “Eu decidi usar meu cabelo natural por querer descobrir sua real textura. Uma amiga deixou o dela crescer e me inspirou. Para nós, o cabelo é mais que um cabelo. É político, é inspiração”, contou.

Khoudia Diop, modelo senegalesa, está em processo de transição capilar. “Mal posso esperar para ver como o meu cabelo é. No meu país relaxar o cabelo é tão comum quanto escovar os dentes. Me reconectar com o meu cabelo, para mim, significa me amar”.

Lowe, uma das fundadoras do Curly Girls Collective, disse que algo que as frequentadoras sempre dizem é que, durante o festival, sentem-se em casa, livres, como se pudessem voar. Sentem que podem ser quem são. “Na primeira edição do CURLFEST, em 2014, nós percebemos que poderíamos crescer. Mas assim, nessa magnitude, superou nossas expectativas. Mas algo é certo: nós só começamos. Temos muito mais para fazer”, concluiu.

Confira a galeria com todas as fotos:

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